Por Cíntia Cardoso (colaborou Renate Krieger)

Ser mulher é crescer enfrentando muitos desafios: como conciliar carreira e filhos, como enfrentar os olhares maliciosos quando se decide que não ter filhos é a melhor opção, como se proteger das pequenas e grandes agressões do cotidiano, como se fazer ouvir no mercado de trabalho e em casa. Mas, se todas mulheres do mundo em algum momento terão que lidar com uma ou todas essas dificuldades, há países onde essa tarefa pode ser mais fácil.

Um estudo divulgado em outubro do ano passado pela ONG Save the Children (link para o estudo aqui) mostra em quais países os direitos das mulheres são mais respeitados. O levantamento leva em consideração cinco itens bastante concretos que servem de termômetro da situação das mulheres nessas sociedades. São eles: taxa de casamentos precoces, anos de escolaridade, taxa de gravidez na adolescência, taxa de mortalidade materna e proporção de mulheres parlamentares.

Eis o ranking da Save the Children dos melhores países para ser uma menina:

  • 1- Suécia
  • 2 – Finlândia
  • 3 – Noruega
  • 4 – Países Baixos
  • 5 – Bélgica
  • 6 – Dinamarca
  • 7 – Eslovênia
  • 8 – Portugal
  • 9 – Suíça
  • 10 – Itália

Mais uma vez, como já escrevemos aqui, a Finlândia aparece nas primeiras posições em indicadores de bem-estar social. Já a Alemanha (12) e a França (18), apesar de serem as maiores economias da Europa não conseguiram alcançar as 10 primeiras posições.

Na Alemanha, aliás, foi só a partir de 1977, após uma reforma das leis trabalhistas, que as mulheres puderam passar a trabalhar fora de casa sem precisar pedir a permissão dos maridos (!). Abrir conta no banco sem ter que falar com o esposo também só foi permitido a partir dos anos 1960 no país – até então, mesmo que a mulher trabalhasse, quem administrava o dinheiro que ela ganhava era o marido…

Os Estados Unidos, maior potência do planeta, vão mal e listados apenas na posição 32.

Casamentos precoces são entraves para o desenvolvimento das mulheres

Segundo a ONG, os  20 países com os piores desempenhos tem em comum os casamentos precoces e as péssimas condições de acesso à saúde.

“No Níger, 76% das mulheres se casaram antes dos 18 anos. (…) Esses países nas posições mais baixas devem assegurar urgentemente políticas para promover os direitos das meninas na saúde, na educação e na família”, diz o estudo.

Brasil aparece nas últimas posições

Os países de língua portuguesa têm desempenhos diversos. Portugal aparece no top 10 dos melhores países, Timor Leste (66) e São Tomé e Príncipe (93) aparecem à frente do Brasil que ocupa apenas a posição 102 dos 144 países analisados. Os dados do levantamento revelam que 877.000 brasileiras entre 20 e 24 casaram-se antes dos 15 anos. Na América Latina, só a República Dominicana e a Nicarágua são piores. Guiné-Bissau (125) e Moçambique (130) também ocupam a parte inferior da tabela.

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