Por Cíntia Cardoso e Renate Krieger

Viajar pode chegar a desencorajar uma mãe: sair da rotina, alterar os horários de sono das crianças, ser uma unidade de entretenimento praticamente 24 horas por dia (quando não se recorre a uma opção de hotel que ofereça acompanhamento para os pequenos).

Mas nós do Mães no Mundo não temos esse nome à toa: adoramos viajar e acreditamos que existam muito mais razões para celebrar férias e tempo livre em família do que motivos para desânimo.

Listamos aqui sete motivos pelos quais acreditamos ser importante viajar com as filhas e filhos:

1) A família fica mais unida

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Em vez de algumas horas por dia, mãe, pai, filhas e filhos se vêem o tempo todo durante uma viagem em conjunto.

Conviver de manhã à noite pode ser visto como um desafio por alguns. Nós vemos como uma oportunidade de conhecer (ou reconhecer) os familiares, exercitar a consideração com a vontade dos outros e fortalecer os laços. A maior vantagem de se viajar com as crianças é viver momentos que vão se tornar memórias inesquecíveis para as crianças no futuro – e elas podem sempre lembrar com carinho e afeto daquela viagem em que o menino abriu o joelho, mas foi corajosíssimo no hospital, ou do cheiro podre do couro sendo curtido em Fès, no Marrocos.

2) As crianças aprendem sobre diferenças (e se tornam mais tolerantes)

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Viajar significa conhecer realidades diferentes da própria, mesmo que não se saia do país onde se mora. Serve para aguçar o próprio olhar e o das crianças para as diferenças e as semelhanças entre os seres humanos e ajuda a ensinar os nossos filhos a se tornarem pessoas do bem: mais tolerantes, mais abertas e mais atentas às necessidades e realidades dos outros.

3) Detox digital da meninada

Quer coisa melhor do que desligar – literalmente – durante uma viagem em família? Como saem da rotina, as crianças também deixam para trás a televisão e o computador. Por mais que o celular possa estar presente, muitas vezes o acesso à internet fica bem mais restrito do que em casa. O que pode fazer com que as crianças se voltem para atividades que não tem nada a ver com tempo de tela. Tem coisa melhor do que brincar ao ar livre ou descobrir que você tem um deserto como caixa de areia – tudo só para você, como foi o caso da viagem da Renate para o Marrocos?

4) Adeus, conforto – olá, improviso

Para nós, deixar para trás o conforto que se tem em casa – mesmo que seja indo para um hotel – significa aprendizado. Longe de casa, é preciso se adaptar à realidade do local que se está visitando – seja comprando as papinhas (ou não) de bebê no supermercado e esperar que o seu filho ou filha coma bem, seja fazendo a mala de forma eficiente e econômica, seja planejando levar o carrinho de bebê ou usar um de amigos ou familiares no destino.

Viajar também significa ensinar lições de improviso às crianças – um exemplo foi a viagem de motor-home da Renate. Com uma quantidade restrita de água na torneirinha do banheiro da autocaravana, era importante economizar na hora de lavar as mãos ou a louça, ou ensinar às nossas filhas a importância de manter os brinquedos organizados e o veículo limpo – facilita muito a vida.

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5) Viajar intensifica o aprendizado

Isso vale para as crianças e para os pais. Muitas vezes nos surpreendemos com a velocidade com a qual as crianças adquirem novas habilidades durante uma viagem. Podem ser palavras num novo idioma (aconteceu com a filha mais velha da Renate), aprender a andar (isso aconteceu com o mais novo da Cíntia), aprender novas músicas, ampliar o vocabulário, principalmente para as crianças bilíngues que visitam o país da língua não-dominante. Enfim, deixe-se surpreender.

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6) Sair da rotina

O cotidiano com filhos pode ser muito cansativo. A correria para conciliar o trabalho doméstico, atividades das crianças, carreira etc. pode levar a um grande esgotamento mental. Tirar um tempo fora dessa maratona diária – por menor que seja a viagem – é uma oportunidade de desacelerar um pouco. Comer fora de hora, dormir mais tarde, tirar uns cochilos aleatórios. É verdade que poderíamos adotar isso no dia a dia, mas é mais fácil “pegar leve” fora do ambiente usual.

7) Simplesmente porque você quer viajar

Ser mãe não significa abrir mão dos seus projetos de viagem. Obviamente eles terão que ser adaptados. Talvez não seja dessa vez que você vai visitar o Louvre todinho, mas ver o sorriso dos seus filhos diante de uma tela num museu ou provando um sabor novo de sorvete vai valer cada percalço da viagem.

 

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